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Minha flauta, minha amiga

Minha flauta, minha amiga,
só tu sabes me ouvir,
tu entendes o que digo,
sabes dizer o que quero
com toda tua voz,
com toda minha força;
decifras em voz sonora
esse meu lamento surdo.

Minha flauta, minha amiga,
em ti eu posso tocar,
pegar-te em minhas mãos,
roçar meus dedos de leve,
levar minha boca à tua
porque ninguém vai falar;
não haverá mais rumores,
não haverá dissabores.

Minha amiga, minha flauta,
vê que não posso falar
mas sei que falas por mim,
embora ninguém entenda
esse teu falar sonoro
quando tudo que te disse
foi na surdina, no toque,
só tua boca sentiu
o sussurrar do meu choro.

Mas vê, minha flauta amiga:
não só a ti quero bem;
não adianta falar
pois sabes o meu segredo,
eu te disse boca a boca,
apontei-te com meus dedos;
jamais ninguém saberá,
de ti eu não tenho medo.

27/05/1977
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 08/04/2005
Reeditado em 09/04/2005
Código do texto: T10383
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
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36 áudios (10733 audições)
6 e-livros (1686 leituras)
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