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DO QUE SE É, O QUE SE VÊ

Vejo o mundo
E tudo que está nele
Seja matreira morta
Ou a vida em exuberância
Vejo com olhos de amor
Com o coração de carinho
Com razão e consciência!...
 
Valorizo os sentimentos!...
As gentes e seus relacionamentos...
 
Sinto em mim tanto amor!...
Prazer de me dar
E dou o melhor de mim
Incondicionalmente...
 
Porque então vivo nesta solidão!?
Busco por companhia e não tenho
Por carinho e não recebo
Imploro amor e só sem ninguém
Em torno à escuridão
Insônia e frustração....
 
Vejo muito ou vejo pouco!?
Cego é aquele que não quer ver
Ou vê e não entende...
 
Das horas me ficam os momentos
Dos momentos lembranças
Viver é uma façanha
Uma conquista diária
 
De vestes rasgadas fez-se o passado
As incertezas justificam o presente
A insegurança é dor
No silêncio da noite de insônia
Deito sobre os espinhos dos pesadelos
Dolente um emaranhado de sentimentos
 
Farta-se o monstro da incerteza da carne fraca
Debilita o amor que se quer...
 
Santo André
SP-BR

 
 
Carmen Ortiz Cristal
Enviado por Carmen Ortiz Cristal em 09/04/2005
Código do texto: T10426
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Carmen Ortiz Cristal
Botucatu - São Paulo - Brasil, 56 anos
454 textos (65579 leituras)
7 e-livros (5343 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 10:46)
Carmen Ortiz Cristal