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RASGAÇÃO DE SEDA

Rasgava sedas
em palavras doces
e gestos educados.
Amargava as sedas rasgadas
em verdades engasgadas
travadas na goela.
Um dia, sem mais aquelas,
vestiu as sedas na alma
e passou a rasgar o verbo:
a platéia não gostou
voou ovo no palco,
e ela , pelas janelas.
Mas o verbo assim rasgado
acostumou a goela
que foi rasgando verdades
e atirando panelas.
Agora nem seda no corpo
adoça as palavras dela.
Rasga o verbo.
Na cama, que é o lugar dela.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 28/01/2006
Código do texto: T104882

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai

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