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Bendita caneta

Bendita caneta que, em noites escuras
escreves poemas de amor e de dor;
bendita caneta, pudesses supor
o bem que me fazes com tuas figuras,
então saberias por que me procuras,
enquanto eu procuro o murmúrio do mar...
Bendita caneta, talvez o cantar
das belas canções tu pudesses ouvir,
enquanto desenhas outrora e porvir
nas belas cantigas na beira do mar.

Bendita caneta, eu às vezes esqueço
que já me fizeste os mais belos poemas
e eu te abandonei. Ó, caneta, não temas
esse esquecimento, pois és o começo
de tudo que eu fiz e, se agora não teço
tão belos poemas, se agora o cantar
é distante de mim e o meu sussurrar
em frente à telinha é o que busco fazer,
caneta, contigo inda vou escrever
sonetos e trovas na beira do mar.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 10/04/2005
Código do texto: T10590
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
909 textos (260141 leituras)
36 áudios (10731 audições)
6 e-livros (1672 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 20:20)
Paulo Camelo

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