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Pobre Escrava


De areias escaldantes
À matas exuberantes,
Sempre foi perseguida
Pela ambição descabida

A Natureza lhe dividiu
Te embelezando cada vez mais
O homem alvo lhe dividiu
Se enriquecendo cada vez mais

A violência que lhe acanha
Toda esta força pela gana
De suas terras grandiosas
De suas pedras preciosas

Prestou seu corpo a serventia
Para grandes reis e rainhas
Sustentou toda a mordomia
Do clero e da burguesia

Ouço seu triste choro a
Ver seus filhos mutilados
Do andarem descalços e
Sentirem, sob os pés, o metal
Frio, explosivo e mortal

Te ouço, pois também sou
Seu filho, seu mestiço
Espero que meus irmãos lembrem disso
E ajudem a salvar o que quase matou
Rafael Sales Rios
Enviado por Rafael Sales Rios em 31/01/2006
Reeditado em 24/08/2009
Código do texto: T106653
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Rafael Sales Rios
Salvador - Bahia - Brasil, 29 anos
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Rafael Sales Rios