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Por mais mistérios que possamos ter...

Por mais mistérios que possamos ter
Por mais inverossímil que possa ser
Por mais que o tempo corrompa
Por mais que a distância petrifique
Por mais que o medo contraia
Por mais que a insegurança permeie
Vagaremos, mesmo que a deriva neste mar,
Somente as estrelas por testemunhas
Tirando do corpo o calor necessário
Tirando da boca a sede voraz
Tirando da paixão a saciez da fome.
Se há mistérios, a estante está lá,
Pronta para recebe-los
Se há tempo, colheremos quantas flores forem possíveis,
E a distância será percorrida na batida do coração
Sempre de portas abertas para ser o último refúgio
Seja qual for a conseqüência de tudo isso
Seja qual for o rumo a ser tomado
Pois o medo, como em certa litânia,
Passará, nós permaneceremos,
E ainda ficaremos olhando a sua trilha.
Sempre haverá aquele Porto seguro
Esperando pelo desembarque
Sempre haverá um lugar ao Sol
Para aqueles que amam
E se algum coração ficar mais dolorido
Toda a eternidade está aí
Para curar as cicatrizes.

Peixão89
Deixas – 1998-2000
Peixão
Enviado por Peixão em 10/04/2005
Reeditado em 25/08/2009
Código do texto: T10676
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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