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Sossego


Nos jardins tomados pelo mormaço
muitas flores ainda resistem.
Tão belas e vale serená-las com doces gestos.
Minúsculas e gentis.

Essas caminhadas são frescas e elevam
as sensações, sejam elas sublimes ou não.
Penso em rios, homens carregando pequenos pacotes,
mulheres vigiando filhos, cheiro de bolo, de vinho...
Uma vida simples como um copo de água cristalina
ainda não dividido por mundos confusos e difíceis.

Casas aonde ainda se guardam as economias
em potes de goiabada embaixo da cama,
ou então, em latas de biscoitos enferrujadas.

Sinto que o tempo assim é bom,
porque passa numa medida suportável de sentir,
porque ainda mantém vivo um pensamento humilde.
Coisa que já não tenho mais.

Um amor  gravado em tronco de árvore.
Um amor num banco de jardim.
Tudo isso vale a pena ser vivido,
e ter percebido sem um fim necessário à humanidade.
Anaís
Enviado por Anaís em 02/02/2006
Código do texto: T107248
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Sobre a autora
Anaís
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 43 anos
55 textos (1647 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 18:44)
Anaís