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Patifarias & Obscenidades!

Mandacaru escarlate, tipografia agreste,
Pau que nasce torto, na lixa se endireita,
Confessionários de implantes bucais,
Serena é uma gueixa com cabelos de prata,
Que Iara chamou para deixar invocado Tupã,
Encontrei mais assunto na curva do rio,
Olhares vermelhos na boca maldita,
Prensados os artefatos que caíram de uso
Histórias passadas não passam nas salas,
Aulas gastando o tempo em outras coisas
Do passado o novo só vai ficar sabendo
Quando baixar outra pesquisa virtual
Filme para fotografia vai virar índio
Dinossauros ainda andam pela city
Energia compensada com o peso do ouro
Sem lastro para velhos navegantes
Imigrantes em tecnologias tão comuns
Itinerário sendo buscado no guia - o que é isso?
Fracionando o tempo em artesões cibernéticos...
Gangues assolam a Amérika, terra da fantasia...
Simulações mais próximas da realidade,
Enquanto o escrutínio determina quem se votaria,
Voláteis para confeitos andróginos, nexos & sexos...
A bunda escancarada na porta do carro – de onde veio isso?
Normas para pingüins verem, caminhantes oportunos...
Missão espacial que volta de Marte,
Vermelha é a minha quase vergonha
Quantos desempregados balançam a mão
Na oportunidade escassa de continuar ainda vivo
Meu teso está procurando a ninfa perdida,
Nibelungos profanam as orgias de Wagner
Lá se foram outros anéis, walkirias & leões...
Doc Comparato escrevendo sobre cinema...
De novo aparece Glauber, outras tiras do Angeli...
Rebordosa estuprada no beco, entre o dia & a noite...
Camisa de Vênus recitando Rauzito no baú...
Pelas Alemanias que pairam a bola da vez
Outras saudades que marcam pequenos encontros
Janela vazia no caminho que cola o recanto
Palavras para novos artistas, miragens & navegações...
O pirata assola outras tardes de domingo
Titãs a beira de um ataque de nostalgia
Folhas opressas na secura de uma escrita
Do pouco que entendemos a revolta de outros jovens
Malas abandonadas na porta da estação
Novas midis para baixar pela net...
Média na idade que estanca pareceres convergentes
Detidos na alfândega do universo paralelo
Fração de segundo para novos gozos
Não caia sentado, ainda estamos no ar...

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 05/02/2006
Código do texto: T108461
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
3231 textos (120255 leituras)
1 e-livros (241 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 20:44)
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