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SOLAR


Na claridade
teus olhos quebrarão espelhos
estilhaçando teus pedaços para o céu,
quem nunca fez pedido ao léu
nunca crerá no risco vermelho.

No horizonte
teus olhos molharão os sonhos
e as areia encharcadas pelo mar,
quem nunca fez pedido ao céu
nunca verá o Cruzeiro do Sul.

Na primeira casa eu fui cidade
Na segunda outra, a claridade
Já nem mais sei
aonde te verei dormir,
vou procurar, vou procurar e te seguir
do primeiro sol do céu ao último pôr-do-mar.


Na escuridão
meus olhos sós se quebrarão
quando abertos não puderem enxergar,
quem nunca viu o sol de perto
nunca crerá no fogo da paixão.

No temporal
meus olhos sós se molharão
felizes, longe por estarem perto ao cais,
quem nunca viu a terra em pranto
não sofrerá de saudade, jamais!

No manhã madura eu fui céu
Na outra, escura, ganhei estrelas
Já nem sei mais
aonde te verei sonhar,
vou te encontrar, te encontrar e descobrir
raios de sono despertos na tua última manhã solar.
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 11/04/2005
Código do texto: T10858
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho