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QUER COMPRAR? POIS NÃO VENDO!


Tô me vendendo
mas duvido até os cabelos
que vá achar comprador.
Ô sujeita nervosinha,
arrepia todos os pelos
a qualquer descaso do amor.
Tô me vendendo
mas não sei se a propaganda
facilita a transação.
Que criatura sem canga,
topetuda e malcriada,
com mania de opinião.
Tô me vendendo,
mas acho que não vai nem ter graça:
eita mulher aperreada,
se não é no peito, vai na raça.
E é preciso cuidado parceiro,
que a tua primeira graça
pode virar tua desgraça.
Tô me vendendo
mas sem vontade nenhuma:
essa sujeita esquisita,
malcriada, ruim de fita,
devassa, tarada,
destrambelhada e sem freio,
acabou ganhando espaço
e quando eu do fé,
a danada tá no meio,
no centro do arrasta-pé
levando de embrulho
quem der ousadia a essa mulher.
Quer saber?
Num vendo nada.
Quem gostar e tiver jeito
que leve a moça no olho,
no toque gostoso, no beijo,
que essa aqui é meio bicho
o negócio dela é cheiro.
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 07/02/2006
Código do texto: T108962

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154016 leituras)
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Débora Denadai