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A Cidade , o Deserto, o Real

Vejo um mundo inédito nascendo
Dolorido, penoso, sangrento
Os sonhos restantes desvanecendo

Deve ser o novo tempo chegando
Ventos do deserto movendo dunas
Cobrindo ruínas e restos de sons

Sobre a areia quente arrasto pedras
Queimados meus pés, lanhadas as mãos
Meu suor e sangue vivificam o chão

Mato a sede num olho d'água. Cristalina!
Que a cada dia me parece maior
Nela me banho e purifico. E é bom

Não vejo miragens, capturo o que é real
Nos dias, o chicote inclemente do Sol
Nas noites, o frio, tempestades sílicas

Alguns irmãos colaboram no árduo trabalho
E - humilde - alimento-me de sua generosidade
Na gratuidade de seus gestos aprendo de amor

O corpo frágil guarda a mente serena
E a renovada Fé não sabe de escuridão
Silêncio e solidão me fortalecem. Ainda sorrio !

Não há o que temer, pois nada tenho
Riquezas invisíveis não atraem ladrões
O espírito forte repele peçonhas

Sigo na obstinada tarefa, apesar das feridas
Olvido o ontem e não arrisco o dia que vem
Concentro forças no hoje, pois nessa matéria sou

A cada momento toma forma minha cidade
E terá a amplitude do merecimento
O reconhecimento do honesto projeto

O olho d'água sussura : Seremos um Oásis ?
Nego veemente : Seremos concretos!
Mas planto sementes variadas. Só por precaução....

Claudia Gadini
09/02/06
Claudia Gadini
Enviado por Claudia Gadini em 10/02/2006
Reeditado em 24/02/2006
Código do texto: T110021

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Sobre a autora
Claudia Gadini
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Claudia Gadini