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À Todas as Mulheres

E meu silêncio continua por essa estrada sem fim
Lembrando de ti agora como a aurora surgindo
Sinto-me tão jovem parecido com um menino
Peralta e sem sossego voando qual um morcego
Embrenhado entre árvores, flores e capim...
Num dia, de sol ameno, de domingo bem cedo.
 
Chego à varanda e vejo centenas de vaga-lumes
Ouço o lindo coral de aves entre galhos e folhas
E te percebo nas flores  dum belo pé de laranja
Sinto as proezas que de vez enquanto tu arranjas
Dentro do meu peito fazendo do coração um bolha
 
Ouço sons melancólicos, vejo pegadas na poeira
Escuto gritos distantes de alguém pastoreando ovelhas
Ouço o canto calmo e triste de ti, minha bela sereia
Mulher dos sonhos dos poetas de sangue na veia
Venha serena, abraça e beija-me, sacia meu desejo.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 11/02/2006
Código do texto: T110737
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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