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Vespertino!

Olhando o azul do céu,

Meu limite é o pensamento.

A distância não me reprime,

E voou até você.

Alimentando-me com tuas lembranças.

Sinônimo de paixão é burrice.

Nunca de branços com a razão... Esse é o meu coração!

E as imagens dançam no meu lembrar.

Como cisnes enfileirados, ensaiando o viver enfeitado.

Momento de reflexão,

Constato a minha solidão.

O mergulho num mar tão lindo.

Faz-me revigorar o meu pensar,

E me aprofundo nas águas doadas,

Pelos mares do meu coração,

A flor da pele a emoção.

Meus olhos encharcados com a paisagem,

Afogam-se refestelados e saciados...

Tão corajosa ao enfrentar o silêncio,

Que grita em meu peito ensurdecedor.

Mil tambores em festa,

Numa densa floresta,

Numa cerimônia de oferta...

De doação do líquido da vida.

No momento sangro e sofro,

Vertendo tudo num riacho,

Com direção que é tua.

Caminho de perdição,

Lembra teus abraços,

Quero ir ao teu encalço.

Morre por acaso,

Pelo simples prazer de te ver...

Inalando a brisa,

Teu cheiro faz morada em meus pulmões,

Fazendo emergir meu subterrâneo inconsciente.

Morro para viver,

Como a semente se entrega ao escuro do solo.

Para desabrochar em busca do sol.


Observadora
Enviado por Observadora em 16/02/2006
Reeditado em 14/03/2006
Código do texto: T112703
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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