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POEMA DO NATAL E ANO NOVO

                             POEMA DO NATAL E ANO NOVO
Que Vivi Nas Areias de Cabo Frio e Nas Dores Distantes da Desaguada do Indico Faminto E os resquícios  de  Lembrança que Não Querem Ir Embora

Ainda a lembrança
de estouros plásticos gaseíficados
trovôes quimicos
e relâmpagos festivos
Habitam meu mundo de palavras
e canções
Rodeiam minha existência
tanto quanto o ar
a brisa maritima e o sol
- que afogam minhas vontades
projetos e quimeras -
Tanta beleza - investida em
exuberante paisagem
de esverdeados tons
e em imenso um imenso mar
que molha , encanta, seduz
E que assusta, face
a revolta do Indico
indício de vida própria
da mãe de deus - natureza
Foi...no ontem
que viveu meu dia,
expectativa, honra e dor
nessas horas
Ainda a lembrança
insiste - tanto, que existe
Ainda há lembrança
E nisto resido passado
resisto amarrado, invisto
engajado
Foi...no ontem
que chorou meu mundo
E o mundo câo
esperto da hora vilã
que inundou o chão
de água salgada
e movimento do chão
não sem antes
de sangue o manchar
Ainda a lembrança
anda e habita
meu mundo - de palavras e canções
Neste segundo dia
de demilecinco.
Sylvio Neto
Enviado por Sylvio Neto em 14/04/2005
Código do texto: T11272
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Sobre o autor
Sylvio Neto
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
73 textos (11987 leituras)
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Sylvio Neto