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A bailarina

posta em luz
adredemente
a bailarina é um sol
inconseqüente

entretanto, a bailarina
talvez nem sinta
os metros todos de paz
em que as vezes habita

a bailarina
é um pássaro reticente
que finge voar nos passos
os vôos todos da gente.

a bailarina não transige
antes se inventa ubíqua.
mesmo voando no palco
habita o olho tão indecisa
que nem se sabe senhora
de todas as abcissas.

a bailarina
é um caminho invertido
os pés sempre voam
acima do infinito.

a bailarina, enfim,
assim de repente
é um tempo indefinido
que voa constantemente
como uma bandeira escancarada
que drapejasse na gente.
Aurélio Aquino
Enviado por Aurélio Aquino em 17/02/2006
Reeditado em 05/02/2012
Código do texto: T112853
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Aurélio Aquino
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 64 anos
375 textos (11645 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 20:36)
Aurélio Aquino

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