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os beijos revoam como asas

transportam lembranças

em noites nuas

pedras deitadas às águas

não pesam no coração

se as lançamos em voo

embora saibamos que ficam

desfeitas em areia que se move

parce que

le monde n’est pas fini

os poetas abalam-se às escuras

por verem desmedidamente claro

o seu olhar incomoda o mundo

que intenta estrangular-lhes a voz



estrondeiam

bombas

gritos

pedra contra pedra

desmedida insensatez.



os poetas arremessam a palavra

como se fora uma ave

que cai emplume no regaço

da mãe que chora

da terra desflorada

da vida desbaratada

da lágrima solta



mas o poema transporta

as lembranças de beijos

em dias de sol

mãos dadas

afáveis praias douradas

e ressuscita todas as formas de amor!










Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 17/02/2006
Reeditado em 05/08/2012
Código do texto: T113163
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
1238 textos (130535 leituras)
60 áudios (14347 audições)
9 e-livros (5156 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 11:50)
Maria Petronilho

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