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Cena III


Abro o chuveiro
Os olhos fecho.
A água, serpente fria,
Escorre-me
Pelo corpo quente
Que denuncia
Meus desejos.
A porta entreaberta
É o meu convite...
E você não resiste
Entra...se despe....
E me veste
De espumas e afagos
De costas levanto os braços
As mãos apóio na parede.
Faço da coluna um arco
À espera de suas mãos
Barcos que navegam nervosos
Em minhas costas
Atlanticamente
Pacíficas
E me vestem de espuma.
Beijos e ais
Escorrem pela minha coluna
E morrem nas minhas dunas
E num giro
Me viro de frente
Abraço seus ombros,
Envolvo , com a perna, seu corpo quente
E me ofereço como porto.
E você, paradoxalmente, se ancora
Para em mim navegar
No vaivém das ondas
Das ondas do amar.
Emília Casas
Enviado por Emília Casas em 14/04/2005
Código do texto: T11350
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Sobre a autora
Emília Casas
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 69 anos
22 textos (841 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 22:27)
Emília Casas