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MESTRE SALA QUE LEVA BANDEIRA


Guardei minha fantasia no baú da estesia...
Minha porta-bandeira, faceira, fechou a porta...
e abriu a comporta para outro... não importa...
Eu, mestre diplomado, rasguei o canudo para não ser...
o último a saber...
Não faço mais escola e, nesta passarela, se passar ela
não quero vê-la segurando outro mastro com suas evoluções...
Sambando em outros braços, em amassos lassos, deixando-me um bagaço.
Tenho que ser mais forte que aço e não demonstrar fracasso...
Vou dar a volta por cima, em outro clima
e, como antes, voltarei a ser frajola,
sairei em outra escola onde está minha corriola
De onde não devia ter saído para não ser traído...
Mocidade; Mangueira; Beija-Flor, Viradouro...
São tantos os convites e tenho bons palpites...
Mas pra quê enganar o coração?
Ela era, o ano inteiro, meu carnaval...
Meu melhor astral...
Indo embora, acabou o festival...

nvelasco
Enviado por nvelasco em 20/02/2006
Código do texto: T114354
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Sobre o autor
nvelasco
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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