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Balsâmicos, Signos & Ficções!

Segurem os putos, arreios curtos,
Mal saem das fraldas, birras,
Intimando e querendo tudo e agora,
Mal tropeçam, voltam aos choros,
Lamentos por ouvir e não escutar,
Queixas largadas para todos os lados,
Ninguém quer compromisso,
Aquilo deu nisso, já foi uma banda,
Trupe de saltimbancos, atos & florais,
Primavera amarela na bandeira vermelha
Crivado de espinhas, barrigas imensas,
O passo sonso na preguiça infinita,
Se tudo dá errado, culpa dos velhos,
Nem vergonha no olhar os detém,
Borrachadas na ladeira pela madruga,
Ouvido virgem para notas escusas,
Soltem as ataduras, novos pinos,
Pernilongos, baratas & escorregões,
Ânsias aos baldes no vaso
Tão raso que a cabeça afunda,
Cruzado de direita, caindo os cabelos,
Os espelhos se revoltam com a feiúra,
Lindo de morrer, magra capricho,
Rabicho espetado, vaselina líquida,
Sonata da vagina abrangida, epa!
Tem espeto queimando no churrasco
Céus! A moçoila desmaiou de novo,
Resgate passando batido, olha a falta de luz,
Leva alguns meses ainda, quem sabe?
Semana para carnavais passados, passa...
Esculacho na porta do prédio, vazio...
Folha de tabaco, talvez por ali, ou lá...
Caminhantes da praça, peso & preços,
Toda compra aniquila o orçamento,
Ouvindo “Chorão” na 89 pela tarde,
Chuva esperada pela tarde, de novo...
Água chegando em garrafões azuis,
Mais uma criança ficando no colo dos outros,
Virando horário na cara do outono,
Folhas ressentindo a falta de ar,
Formiguinhas circulando no pátio,
Leve brisa eriça os pelos & os seios
Cara de menina, corpo de mulher...
Vaca profana não toca mais, que pena...
Das divinas tetas, sons abduzidos,
Varal recolhido, espumas flutuantes,
Para ouvir “IRA” cantando Girassóis...
A fresca imagem da pele nua,
Beijos sedentos de tenra carne,
A flor da alma se esgoela outra vez
Surtos com ascos, voz sôfrega,
Meninos perdidos na selva de pedra
Não vão conhecer a Terra do Nunca...
Periscópio levantado, maré verde,
Complexos vitamínicos & essências,
Segura a onda para quem abriu as pernas...

O meu teso ressoa com uma baita fome!

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 21/02/2006
Código do texto: T114471
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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