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Impermanências

Suave é o chão aonde me deito
Ilusório como todo chão.
Horas me comprime o peito
Horas me eleva o coração.

Nada há que explique esse corpo estendido
Nem há de perder o tempo a pensar
Nem mesmo supor que tenha ele compreendido
Qualquer coisa na mente a vagar.

Desenhos se desmancham no ar
Com a mesma facilidade com que foram formados
Os brilhos que lá pusemos a sonhar
As coisas de que os imaginamos ornados.

Compreendendo essa impermanência
O viver parece um canto difuso
E doura a nossa clemência
De tons e elementos confusos.


Suave é o ar no qual eu vôo
Ilusório como todo ar.
Horas me introduz ao sono
Horas me transtorna o olhar.

Ah Deus que desmedidas sensações
Que o meu imaginar tem
Incitam–me a tantas canções
Nesse espaço aonde não há ninguém.
Anaís
Enviado por Anaís em 24/02/2006
Código do texto: T115684
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Sobre a autora
Anaís
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 43 anos
55 textos (1647 leituras)
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Anaís