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TUDO AO NADA

calaste-me o verbo,
podaste-me o verso,
vazaste-me o peito.
abandono, em desengano,
esquecidas nalgum canto,
- sem gritos ou lamúrias,
sem traços ou rabiscos,
sem choro e sem riso - 
a garganta muda,
a pena seca,
a emoção esvaída:
restos de poeta,
sobras de poesia,
aborto de uma vida.
Rosane Coelho
Enviado por Rosane Coelho em 25/02/2006
Reeditado em 25/02/2006
Código do texto: T116009
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Sobre a autora
Rosane Coelho
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 62 anos
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1 e-livros (108 leituras)
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Rosane Coelho