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O MANIQUEÍSTA

Quero ser biruta. Guiar-me para onde o vento escuta
meus apelos, cansados da labuta...
Quero ser folha ao vento, levada para o relento
sem ser necessário alento ou talento...
Olhar o tempo como passatempo
E hibernar no inverno, como se fosse eterno.
Pregar a guerra com cravos, no mais profundo da
craterra, e enchê-la de terra para ver se encerra
Edificar um monumento à Paz veraz e eficaz...
Se conseguir essa proeza, volto, com certeza,
A um mundo menos imundo, onde o ser humano
Ou é tiranizado ou tirano
Diante da cobiça da multiplicação de suseranos
E sua política cujo troféu tem o sugestivo nome de afano...
Do jeito que está não faço concerto vendo o povo com tanto aperto
Esse não é meu universo, porque não pode ser tão perverso
Não quero meu País dirigido por pessoas vis, guardadas por fuzis
Vou olhar qual a direção do vento na biruta
Como fazia quando habitava na gruta
Não quero ver meus irmãos na miséria absoluta
Enquanto o ladravaz, sem conduta, desfruta
Do bom e do melhor e ao pobre im puta...
Está tudo errado e o que me deixa invocado
É que essa gente não tem lado e submete-se ao abastado
Embora não tenha nada a perder mesmo sabendo que não há alvorecer...
Para ser... Porque nunca foram... ou serão...

nvelasco
Enviado por nvelasco em 28/02/2006
Reeditado em 05/03/2006
Código do texto: T117019
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Sobre o autor
nvelasco
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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