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MULHER DA AREIA

Sou peregrino e encontrar-te é meu destino...
Ouvi tua lenda; pus-me a caminho com minha tenda
E aqui faço morada se não criares contenda
Neste teu reinado encantado que me deixou fascinado
Por onde vim volto se não quiseres contar tua história
Tudo que me disseres guardarei na memória e
Não irei profanar teu Paraíso de improviso
Não sou Adão, aqui não há serpentes e não és Eva
Não iremos reescrever o Gênesis
Tampouco o Apocalipse...
Vires para este deserto onde tudo é incerto
Ficares longe do amor de quem te ama
Transformares em mulher da areia
Distante de qualquer aldeia
Prisioneira como inseto que cai na teia
Fugir da vida como quem titubeia
E deixares de compartilhar tua vida com quem te anseia
Ó Mulher da Areia. Abra-te toda. Não apenas meia...
Teu coração, disso sei, te bombardeia
Sai do teu casulo e esquenta o sangue que corre em tuas veias
Porque o mundo mundano não te quer na cabana
Mas, ao contrário, te oferece filigranas
Trançadas por quem tu conheces, as ciganas,
E terás o amor integral de quem não te engana
Não te promete o Nirvana
Mas um outro mundo onde podemos viver até na choupana
Felizes, esquecendo cicatrizes e encontrando nossas raízes...
Mulher da Areia. Vem pra fora. Vamos embora. Vamos fazer nosso AGORA...


nvelasco
Enviado por nvelasco em 28/02/2006
Código do texto: T117048
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Sobre o autor
nvelasco
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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