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QUEBRA-QUEIXO

VÃO
MATAR ESSAS BICHEIRAS.
FUGIR DAS CATINGUEIRAS.
ATIRAR ESSAS CABAÇAS.
EITA SEDE, TANTA TRALHA!

CONFORTÁVEL VACA MOCHA.
SUCURI NÃO VAI PEGAR.
A SEARA IMAGINÁRIA,
ESTÁ NA LIDA, ESTÁ NO AR.

SE ARRUME NO QUE PRESTE.
PONHA A CASA SOBRE O JEGUE.
E O SOL, QUE INTERCEDE.
COM OS "MACACO", NÃO SE METE!

DESANDE...

LEVANTE ESSA POEIRA.
CAREÇA DE PALHA,
FOGO, BEIRA...

VAI MARIA, VAI SINHÔ,
VAI A NOIVA E EU NUM VÔ!
VAI SEU CABRA, É O CÃO!
VEM CHEGANDO O LAMPIÃO.

VAI ESPERTO QUE NEM A JIA,
VAI ACESO NO CLARÃO.
CRUZE ESTE MUNDO INTEIRO:
NA ESQUINA, TUDO OU NÃO!

CORTE LOGO, OS "HOME BURRO"!
NA PEIXEIRA, OS "INTRUSO".
VÃO CORRER, OS "VALENTINHO".
CABRA MACHO,
É SÓ O CORISCO!


OBS: ESCRITO EM PARCERIA COM A POETISA MARIA ROSA SELVATI MARTINS.
RODRIGO PINTO
Enviado por RODRIGO PINTO em 05/01/2005
Reeditado em 05/01/2005
Código do texto: T1173
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Sobre o autor
RODRIGO PINTO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 98 anos
316 textos (19099 leituras)
2 e-livros (908 leituras)
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RODRIGO PINTO