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Rebeldia

A cada pedaço de mim que morre
com o punhal da batalha perdida
Sou como um cristal quebrado
e dos cacos faço mosaicos
 
A cada pedaço de mim que morre
nas desilusões com atos e fatos
Sou como flores do mato
renascendo além dos penhascos
 
A cada pedaço de mim que morre
pela mão de um ser ausente
Sou como uma presença oculta
em tons de sutil freqüencia
 
A cada pedaço de mim que morre
com a dor de minha criança faminta
Sou pão e fruto proibido
cobrindo as fendas de alento
 
A cada pedaço de mim que morre
sou fúria, indócil e indomada
Sou luta de causas perdidas
Mas não me entrego, nem morta!
Paola Caumo
Enviado por Paola Caumo em 01/03/2006
Código do texto: T117510
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Sobre a autora
Paola Caumo
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 47 anos
167 textos (6281 leituras)
17 e-livros (808 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 18:09)
Paola Caumo