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QUEM ESPERA SEMPRE... CANSA?


Sinto-me hoje como vaso vazio em rio sem vazão
Não consegui saciar minha sede de afeto e sentimento
Tu és de muitos e ninguém chegou ao teu coração
E é assim que me sinto: Sr. Ninguém, o que lamento...

Confesso minha nostalgia: minhas palavras não encontram eco
Tens resposta para tudo e todos, menos pelo que me despertas
És como as águas do ribeiro que correm em direção ao chaneco
Sabendo que será inútil, quando poderias irrigar terras desertas...

Onde, na primavera, em campos verdejantes cobertos de flores
Tu sentirias o suave perfume das rosas como incenso da Natureza
E o canto do passaredo em meio ao néctar colhido pelos beija-flores
Mas teu lugar é tão distante que me falta clareza e me enche de tristeza

Busquei vinha que não vinha e amores-perfeitos no pretérito imperfeito
Talvez a fruta não esteja madura e nada se constrói sem estrutura
Não é chegada a hora de ouvir o canto da sereia com proveito
E, assim, serei arguto: se ela tem a voz, tenho eu a partitura...



nvelasco
Enviado por nvelasco em 01/03/2006
Código do texto: T117548
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Sobre o autor
nvelasco
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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