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QUERO QUE OS POEMAS QUE ESCREVO

Quero que os poemas que escrevo
sejam ungüentos
para aliviar sofrimentos.

Quero que os poemas que escrevo
sejam punhais
para sangrar ainda mais.

Quero que os poemas que escrevo
sejam provocações
para estimular reflexões.

Quero que os poemas que escrevo
sejam piadas
para extravasar em risadas.

Quero que os poemas que escrevo
sejam colírios
para aclarar os delírios.

Quero que os poemas que escrevo
sejam imorais
para incomodar os normais.

Quero que os poemas que escrevo
sejam sagrados
para converter os tarados.

Quero que os poemas que escrevo
sejam profanos
para irar os puritanos.

Quero que os poemas que escrevo
sejam reais
para que sonhem ainda mais.

Quero que os poemas que escrevo
sejam ilusão
para quem tem os pés no chão.

Quero que os poemas que escrevo
sejam imbecis
Para ter réplicas hostis.

Quero que os poemas que escrevo
sejam incultos
para aguardar os insultos.

Só NÃO quero que os poemas que escrevo
sejam miçangas
para leitores com cangas.

Só NÃO quero que os poemas que escrevo
sejam nichos
Para entupirem os lixos.

Dionisio Teles
Enviado por Dionisio Teles em 02/03/2006
Código do texto: T117633

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Sobre o autor
Dionisio Teles
Barueri - São Paulo - Brasil, 64 anos
177 textos (43587 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 02:46)
Dionisio Teles