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NATALINO, O MENINO DE VINTE E CINCO

Natalino,
apesar de ter nascido
num dia vinte e cinco de dezembro,
sempre teve alma envelhecida.

Bolas, ora, para quê?
Brincadeiras não lhe cabiam na alma
Era escasso de bom-humor.

Tornou-se morador da maioridade,
apesar do corpo esquecido da infância.

Sempre gostara de enfiar agulhas
em tanajuras, em cigarras, em baratas;
achava sublime dormir em meio aos ratos,
de sentir a miséria convivendo sempre ao lado
como se necessitasse dela para nela alimentar-se!

Seu pai matara sua mãe
só por causa de uma discussão
[não importa se consistente ou banal]

E Natalino ficou só,
proprietário da própria delinqüência,
acreditando na arma de brinquedo que ganhara
[quando]
descobriu que Papai-Noel era um brincador de sonhos,
suas barbas de molho ficaram
[tão tamanhas]
que logo embranqueceram.
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 02/03/2006
Código do texto: T117955
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho