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V E R D U G O S

Você me ilude
Acaricia meu ego
Mas não me convence
Não sou cego
Lá em casa
Num velho canto
Um velho espelho
Me diz a verdade:
- Velho !
Você está velho !
Discuto com ele,
às vezes retruco
mas ele insiste:
- Velho !
Você está velho !
Velho e carente !
Tento contestar:
-Não sou demente.
Sei que estou velho
E daí ?
Mas vivo
Sonho
Respiro
E você velho espelho ?
Imóvel
Nem imagem tem
Vive da imagem dos outros
Escancara as rugas
E as dobras alheias
Duro
Cruel
Pedaço de fel
Um dia te quebrarei em pedaços
Carrasco do tempo humano
Você, e as horas que passam
São os verdugos da felicidade
Tentam tirar de mim
A esperança
Tentam afastar a criança
Que ainda carrego
Seu velho malvado
Não sou cego !
Apago a luz
E você some...
Some...
Some...
Dionisio Teles
Enviado por Dionisio Teles em 05/03/2006
Reeditado em 05/03/2006
Código do texto: T118929

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Sobre o autor
Dionisio Teles
Barueri - São Paulo - Brasil, 64 anos
177 textos (43586 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 00:44)
Dionisio Teles