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BLOCO DO DESATINO (Poesia para o carnaval)

Saiu vestida de colombina.
Apesar do 63 anos de idade
parecia uma jovem menina
e a vida era pura felicidade!

Saiu vestido de pierrô.
Mesmo tendo 68 anos de vida
era um garoto-vovô
e estava pronto para a avenida.

Saiu vestido de ladrão.
Com apenas 17 anos, era bandido
e nada tinha no coração
acreditava que a vida era tempo perdido.

Saiu vestido de policial.
Com 33 anos, era autoridade
e possuía visão própria do bem e do mal
o que aumentava demais sua responsabilidade.

Saíram vestidos de foliões do destino.
Cada um com seu próprio enredo
pulando no bloco do desatino
e cada um carregando o seu medo.

Encontraram-se na folia.
Um amou,
outro morreu,
e dois choraram.

No carnaval da vida
assim como na avenida
as fantasias mascaram
a verdadeira tragédia
dos seus participantes.

Você saberia
quem morreu
e quem amou,
nesse dia?
 
 

Dionisio Teles
Enviado por Dionisio Teles em 06/03/2006
Reeditado em 06/03/2006
Código do texto: T119571

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Sobre o autor
Dionisio Teles
Barueri - São Paulo - Brasil, 64 anos
177 textos (43629 leituras)
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Dionisio Teles