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Poeira...

Poeira sentada.
É uma da manhã
Trava solidão
Não é a outra,
Só a mesma,
Velha sem fim.
Pernoite
Varrido, sentido, sentado,
Na sua tríade temporal
E a voz que falha.
Há ventos, conventos, seus lenços,
Onde, do beijo dado
Tira de mim,
Essa flor de paixão.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 19/04/2005
Código do texto: T12043
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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