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MINHA NÃO ÉS


Se te dei este nome
Puta !
É porque merecestes
És puta, sim
Fizestes tudo que eu queria
Te entregastes
Integralmente
Como uma mercadoria

Te assustei...
Te ameacei...
Te feri
E você, nem aí

Puta !
Prostituta, do arroz e feijão
Do papai-e-mamãe
Sem qualquer emoção.
Te mantive anos à fio
Como se mantêm
Uma vaca no cio
Ou um cachorro vadio

E hoje.
Sou cafetão da própria esposa.
Me sinto vazio
Puta que pariu !
Porque você não reagiu ?


Este meu poema, é uma homenagem a um dos melhores textos que já li nos últimos tempos: TUA... SOMENTE, de Nadya Haua, que transcrevo abaixo :

Deste-me outro nome
Puta!
Sou puta sim !
Nessa tua linguagem mais barata
Sou puta
Tua prostituta
Pois assim me fizestes
Desejastes-me
Assim me manténs
Gritas...
Berra...
Ameça...
Assusta...
E o m edo apavora
Porque a puta está só
Muito só
Na vida que a tua vida desejou.
Entrego-me...
Ofereço-me...
Vendo-me...
Troco-me...
E eu reconheço
Casa...
Alimento
Aparências...
Nenhum contentamento.
Sou puta sim
Aquela das piores espécies
Sem segurança
Tendo apenas um abrigo
Pior que prostituta
Sou puta de um só marido !




Dionisio Teles
Enviado por Dionisio Teles em 10/03/2006
Código do texto: T121373

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Sobre o autor
Dionisio Teles
Barueri - São Paulo - Brasil, 64 anos
177 textos (43629 leituras)
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Dionisio Teles