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POEMA MALUCO

Puta que o pariu
Perdi cinco centímetros da minha vida
Retrocedi belos passeios
Enganei as nuvens
Trapaceei nos dados
Fracos, fulminantes, retardados
Velas acesas no quarto
Híbridos estranhos amalucados
Geps sem sentidos
Ainda penso nela
Com seu cheiro de canela
Na passarela amarela
Meus passos profundos pensativos
Resultam no tal do caderno eterno.
Já líquidos acidulantes
E mutações com gergelim
Financiam o ridículo
Rizos céticos se penduram
Na minha garganta inflamada
Flamas belas dançam
A canção dos espíritos elementais
O coração do mundo pede paz
Então peço ao mundo
Eliminem seus deuses mortais
Saiam do jogo calculado
Joguem a vida para o ar
 
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 11/03/2006
Reeditado em 24/01/2017
Código do texto: T121861
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
O que de Souza
Curitiba - Paraná - Brasil, 29 anos
338 textos (8831 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/02/17 02:32)
O que de Souza

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