Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

MINHA POETISA

Ela chega e nem avisa.
Vem... machuca e pisa
nem imagino o que ela visa
porém, me alucina
com sua pele clara e lisa.
Pisa...pisa...pisa!
minha bela poetisa.
Vou fazer uma poesia
no guardanapo do restaurante
somente para ti
mulher de longe
que nunca vi
mas que conheço
mais e mais.
E parece que toco seu corpo
absorto
sem vê-la
para tê-la.
Parecemos íntimos
como se nos conhecessemos há muito.
Que surpresas mais teremos
quando nos virmos ?
Ao som de uma música melodiosa
com um frasco de essência de Baco
vou olhá-la
e cheirá-la
e escrever... e descrevê-la,
antes de devorá-la
como eram, os viajantes
devorados pela esfinge indagadora.
Donde viestes serva da poesia
e escrava do amor ?
Plebéia nobre
de que estirpe saistes ?
És um sonho, por acaso ?
És um anjo punidor
ou um demônio avassalador ?
Entra e sai do meu dia-a-dia
como passageira do metrô
causando-me grande furor.
Agora... imploro:
já que entrastes
viajaremos juntos.
Não mais desembarques!

Dionisio Teles
Enviado por Dionisio Teles em 12/03/2006
Reeditado em 12/03/2006
Código do texto: T122280

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Dionisio Teles). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Dionisio Teles
Barueri - São Paulo - Brasil, 64 anos
177 textos (43635 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 02:33)
Dionisio Teles