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Tumultuo!


Descrições abstratas,

Interações pessoais.

Necessário se faz ter algo didático,

Para dizer, fazer, ser, não ser...

Descrever-me com coerência, me fazer entender.

Crucial para sobreviver!

Meu último apelo à razão,

Faz-se ver nas palavras anexas ao tema descrito, grito!

Mas as palavras dançam na ponta da pena,

Uma coreografia própria, singular.

Mágicas palavras desconexas,

Que habitam meu mundo anexo ao real.

Inferno e paraíso,

Fronteiras do meu final e começo do meu bem meu mal.

A fronteira é meu momento,

Ínfima a distância entre eles.

Frágil segurança permite o intercâmbio de humores,

E vago de um lado a outro, lépida e fagueira,

Por bobagem, verdade, besteira!

O concerto do meu viver,

Induz a música da realidade.

Meu âmago transborda e me seduz,

Dispo a carência,

Entrego-me a nudez aprendiz,

Sem maldade, feliz...

Vestindo a luz das estrelas,

Navego pelos ares,

Mergulhando cadente nos mares,

Emergindo nereida, solitária e fugaz.

Volúvel como as faces da lua,

Com morada num oceano indomável,

Arbitrário e selvagem, na sua imensidão,

Lindo enfeitando paisagens,

Despertado a coragem das embarcações,

Que não se importam com as regras de interpretações.

E sem ter meus dissabores,

Laçam-se em meu mar de ilusões.

Sou abstrata sem procedência,

Volúvel volátil, na minha emoção,

Codinome meu coração.

Susceptível a transformações,

Camaleônica e etérea como as cores,

Que enfeitam a primavera,

E fogem de estação em estação.

Com nuanças diferentes,

Mais não menos atraentes,

Chorando no inverno, sorridente no verão.

Tento elucidar os ditames dos meus tormentos.

E me arremesso nas procelas de meus momentos,

Tentando esfacelar-me,

Unindo-me a areia da praia,

Faço parceria com as ondas,

Na sua perene vontade de banhar e encantar.

Não sei amar tão igual,

Não aprendi a sonhar sem voar,

Mesmo sabendo ser fatal,

Ir ao encontro do sol,

Com asas de cera.

Tão difícil romper paradigmas!

Minha soma é impar.

Não conheço a divisão dos sonhos,

Fecham-se os olhos vivo,

Abro os mesmos, descortina-se a realidade,

Então choro, sozinha e vazia.

Observadora
Enviado por Observadora em 14/03/2006
Código do texto: T123046
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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