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EU AINDA NÃO SOU UM POETA

Gostaria de fazer uma poesia total
um texto real
que agradasse o normal
com um tema banal
lida como um jornal.
Ou talvez surreal
e falasse do astral
d’um mundo ideal
feito de açúcar e sal.

Que falasse de amor
para mulheres carentes
que constroem castelos
para homens dementes.
que nada têm para dar.

Que conseguisse entreter
uma criança de colo
que nem sabe ler
ou um velho senil
em final de viver.

Que trouxesse alegria
a quem a muito não  ria
e carregasse de esperança
para quem nunca alcança
e está  de fora da dança.

Que estimulasse o erudito
a retornar à escola
aprendendo a amar
e  fizesse o pedinte
abandonar a esmola

Que fosse de protesto
e gritasse no ar:
- Sou eu que não presto
O mundo está certo
quero desembarcar!

Que o doente sarasse
Que o gari se encantasse
Que o ateu se curvasse
Que o rico doasse
Que o catedrático ensinasse
Que o orgulhoso chorasse
Que o aleijado andasse
Que uma mulher me amasse

Aí, sim, com certeza
hoje eu poderia ser chamado de
POETA !









Dionisio Teles
Enviado por Dionisio Teles em 14/03/2006
Reeditado em 28/03/2006
Código do texto: T123129

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Sobre o autor
Dionisio Teles
Barueri - São Paulo - Brasil, 64 anos
177 textos (43622 leituras)
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Dionisio Teles