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Gente estranha

Temos a mesma carne frágil e infiel
Temos a mesma anatomia
Temos o mesmo olhar cego e cruel
Temos a mesma biografia

Pisamos o mesmo chão
Respiramos o mesmo ar
Bebemos a mesma água
Comemos o mesmo pão

São brancos como eu sou negro
São pobres como eu sou rico
São índios como eu sou brasileiro
São secos como eu sou rio

Assim como eles eu choro
Assim como eles eu sofro
Assim como eles eu sonho
Assim como eles eu morro

E eles se dizem meus amigos
E eles se dizem meus irmãos
E eles dizem vem comigo
E eles nunca dizem não.
ULISSES de ABREU
Enviado por ULISSES de ABREU em 14/03/2006
Reeditado em 10/10/2007
Código do texto: T123353

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Sobre o autor
ULISSES de ABREU
Viçosa - Minas Gerais - Brasil
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