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AO NOVO AMOR




Nem as salamandras espalhadas no alpendre,
nem as teias espalhadas entre estrelas
me impedirão de estender o tapete
para que chegues ao novo lugar,
nova morada, à qual vieste por bem querer...
Quanto tempo te esperei,
quantas naus criei por mares de desespero,
quantos séculos de sonhos abriguei em meu peito,
fiz florestas com castelos,
riachos e corredeiras,
quanto pranto por não ver uma esperança
como luz em meu caminho,
quantos medos eu venci por saber que te veria...

Hoje me fiz belo em coragem para pronunciar os versos
que compus com as palavras que me ensinaram o silêncio,
me ajoelho, ergo aos céus os meus olhos cheios d'água...

Nem as salamandras soltas no quintal,
nem as teias enfurecidas no celeiro
me impedirão de tocar suas mãos suaves,
receber o teu sorriso, amar-te como nunca...
Nem a dúvida da morte apagará a certeza
de que em vida a vida vive quando se conhece o amor...

Preto Moreno


Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 18/03/2006
Código do texto: T124889

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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