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SINFONIA GENÉTICA



Sou um velho macaco
a contar cascas de bananas mortas...
Olho para a perigosa cidade
e a multidão apressada
não sente os olhos acordados
sobre seus ombros...

Escolho alguém entre tantos
e faço uma prece,
traço um risco no espaço,
furo a pele do real
à procura de ar puro
para que encha narizes
cansados de tanta fumaça
e fuligem e pó...

Sou um astronauta pirata
deixado aos acasos da Terra,
toco melodias que aprendi
na infância das estrelas
e os sinais gravados nos astros
são lembranças de deuses futuros...

Separo uma alma entre tantas
e canto um réquiem,
apanho um genoma do espaço,
abro cortinas irreais
à procura do passado
para encontrar uma explicação,
uma ancestral estética,
orangotanga fonética
para esta comédia;
macaco velho ou velho macaco,
pro zoológico não volto,
pro laboratório me recuso,
atitude antiética,
volto ao velho mundo,
(de que sou oriundo),
para uma sinfonia genética.

Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 18/03/2006
Código do texto: T124894

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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