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MERCADO DIFERENTE.

Fui ao mercado,
Em busca de deferentes* emoções,
Não em busca diferentes os amigos,
Tampouco os amores,
Nem as mercadorias não se fazer peso.
Não se medem as grosas,
não se pagam com dinheiro,
não se inflacionam.
Em meio século se desusar.

As mercadorias sentem as entressafras
Os megamercados sem explicar o “ em falta “ ,
A minh’alma sente a carência
E o coração também,
Em busca as formas
De um condescendente.
Conde se também.

As formas de tratamento humanas:
A banca de “cortês” dizia “Bom dia”
A banca de “atencioso” repetia “Boa tarde”
A banca de “antigamente” repercutir “Dias alciônicos”*.
- Dias alciônicos?

Acordei em meu sonho na “Noite alciónica”.
Lembrei-me ao passar mercado dia a dia.
Comprar um “kilo” de chouriço.

           (D’Eu)
(deferentes = respeitosos)
(dias alciónicos = dias serenos de paz.).

 

Sidnei Levy
Enviado por Sidnei Levy em 22/04/2005
Código do texto: T12596
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Sobre o autor
Sidnei Levy
Campinas - São Paulo - Brasil, 71 anos
298 textos (20819 leituras)
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Sidnei Levy