Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Um homem às vezes...

Um homem às vezes se faz de tolo
Pois de tolo, todos temos um pouco
E não chora por pura vergonha
Vergonha de poucos
Vergonha por ser tolo
O azul bate, bate, batido
No tolo rouco do gemido
Que de um choro homem,
Choro puído,
Rebate o verbo, o solo e o louco
São frias as fumaças
Que das cinzas que ficam,
Corroem o azul
Lágrimas e lágrimas escoam
Nesta voz embargada de dores
Na dor do tolo
Foi aquele beijo não dado
Uma carícia esquecida
Pela vergonha
De um amor rebatido
Eles se separam
Brigam e brigam
Ficam brigados, obrigados
A serem novos tolos
Tolos de vários ciclos,
De vários vícios
Fictícios
Como um gemido, um pequeno
Alarido
Que se devotam, devoram
E voltam
Sem nunca deixar
De perceber
O quão tolos foram
Ou voltarão a ser
O mar rebate a luz, essa fina luz,
Num fino azul
Prússia ou escarlate
Mas ninguém ve
E assim chora, choro
Com um gemido rouco
De pouco alarido
De louco, tolo e fictício.

Peixão89
(após as marolas, novas ondas...)
Peixão
Enviado por Peixão em 23/04/2005
Código do texto: T12690
Classificação de conteúdo: seguro
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
3231 textos (120250 leituras)
1 e-livros (241 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 12:22)
Peixão