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URANIO V.

Uma a uma
As fontes encolhem
Regatos por entre folhagem
Cessam o baando murmúrio
Como recado apressado
Em que as letras se apagam
Uma a uma
Que valor terá uma pedra
Ou duas idéias
Que se defrontam
Para prometer festivo?

Agora
Tal polvo de mil tentáculos
A noite acossa a montanha
Mordendo com lepra nos lábios
Obstinada, rasteja ao encontro
Da melodia inútil
Retesando a musculatura
Para o lance abortivo
A montanha se fende
Rompem suas entranhas
De suas rachaduras e fendas
Irrompe pelo espaço
O canto de agonia
Derradeira canção do urânio.

Ou talvez a premonição
De um suave-medonho
Parir de novo homem,
Enquanto a rubra noite
Dissipa os últimos clarões,
Delirantes, terríficos
Pelas encostas sem eco.

    (D’Eu)

Sidnei Levy
Enviado por Sidnei Levy em 24/04/2005
Código do texto: T12837
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Sobre o autor
Sidnei Levy
Campinas - São Paulo - Brasil, 71 anos
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Sidnei Levy