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A SENTENÇA.

Entendeu menos ainda
Ao ver os rostos pálidos ...
- Senhores, não tive culpa ...
Então ele sacou do revolver
Só por procurar trabalho?

Uma droga os parafusos,
Essa viscosidade doce
Certa atmosfera - pensarão
De passarinho acabado
Carne e penas trêmulas.

Mas aqui há uma vitrola
Obedece a voz do dono
Somos como tripa de cordeiro
Tocando os varões da cama
Para tirar os pés do lençol.


Como dois e dois são cinco
De mandíbulas travadas
Entre fritar e não gritar
No elevador cheio de formigas
E branco enfeitando o teto,

Era um tal de passar defunto
Outros correm por muito
Menos aquela gente
Com lamber nos pratos, talheres e copos
Uma dor parecendo golpe de ar.

A lado dos donos pálidos
Poucos minutos depois
É agarrado e enforcado
Nas frinchas da porta
Na penumbra e com pretexto.

(D'Eu)


Sidnei Levy
Enviado por Sidnei Levy em 25/04/2005
Código do texto: T12922
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Sobre o autor
Sidnei Levy
Campinas - São Paulo - Brasil, 71 anos
298 textos (20816 leituras)
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Sidnei Levy