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"A MOÇA DO ELEVADOR"

Minha noite, começou mal,
eu saia do trabalho...
ia correndo para casa
pra brincar o carnaval.

Ao entrar no elevador
lá, já estava uma moça,
bem no décimo andar
o elevador parou.

Ali estava tudo escuro
nós dois naquele lugar,
cada balanço que dava
você vinha me abraçar.

Você nem me conhecia
eu muito menos, a você,
perguntei-te, o seu nome
respondeu-me sem querer.

Já passava das dez horas
só nós dois ali trancados,
o prédio estava deserto
não escutavam os chamados.

Eu lembrava do seu rosto
de quando eu entrei ali,
ali tudo estava escuro
nós sem podermos sair.

Começou chover pesado
com relâmpago e trovão,
você me abraçava forte
eu senti seu coração.

Já estava acostumado
com o seu corpo macio,
cada vez que me apertava
eu sentia um calafrio.

E foi ficando gostoso
aqueles estranhos amaços,
eu já estava gostando
do aperto dos seus braços.

Aquele cheiro atraente
seus lábios, juntinhos aos meus,
naturalmente beijamos
que gostoso, os lábios teus!

Uma sensação gostosa
tomou conta do meu ser,
nesse namoro forçado
apaixonei-me, por você.

Já estava amanhecendo
aí, foi que a luz voltou,
eu já estava agradecendo
o bendito elevador.

Não parava de beijar-te
nem que alguém me puxasse,
teu cheiro me inebriava
como se me hipnotizasse.

Foi quando a porta se abriu
nem percebi o sinal,
todos voltavam do baile
da noite de carnaval.

Fiquei gamado na moça
pensava nela, noite e dia,
só que tive muita sorte
ela me correspondia.

Casamos, tivemos filhos
fomos felizes, afinal,
todos os anos iremos
aos bailes de carnaval.

Antonio Hugo
Enviado por Antonio Hugo em 27/03/2006
Código do texto: T129299
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Hugo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
3870 textos (257143 leituras)
185 áudios (36329 audições)
9 e-livros (7402 leituras)
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Antonio Hugo

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