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Poema 0253 - Resta-me paixão


 
Traga-me vida, chega de sonhos, estou mentindo pra mim,
não sei mais como amar, hoje nem sei se saberia,
tem alguma coisa que congelou aqui dentro,
sinto que estou morrendo ou alguém me matou,
não posso mais acreditar no que quiser,
alguns dias vejo a escuridão na minha frente.
 
Deixo minhas portas abertas, meus olhos à procura,
guio-me entre estreitos dentro da minha pouca paixão,
sei que posso dormir sem encontrar algum amor,
quero voltar para casa, algum coração maluco,
acorde-me, mexa com meus sentimentos como quiser,
preciso reviver algo que adormeceu sem meu querer.
 
Não vou mais correr atrás de nenhum outro amor,
não consigo ser diferente da razão que tenho,
desfaço tudo que desenhei para minha vida,
resta-me uma alma quase pura ou impura demais,
não posso simplesmente me entregar a qualquer paixão,
estou respirando um bom ar, bem diferente hoje.
 
Mesmo depois de mil anos, meu amor é mais novo hoje,
vou ser luz quando meus olhos brilharem outra vez,
deixo meus pensamentos voarem, a voz sair da garganta,
não me tornei insensível, também não quero morrer,
vou viver minhas verdades, tenho alguma coisa boa,
deve haver paixão que me queira, devo amor ao meu coração.
 
02/05/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 25/04/2005
Código do texto: T12955
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas