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Suco de Limão

Agreste, terrina que soca as costas
Barbantes para feixes de velha madeira
Seco & ácido na cor que agasta
Tons em areia arranhando a garganta
Tão cascalho quanto água de vidro
Pedra que mais parece um sabão
Limbo para aflitos em busca rúnica
Lamentos no alpendre da rocha furada
Ah! Viração entre malditos & perversos
Mais lamúrias com a água salgada
Adivinhações para novas crendices
Sucupira chama boitatá, curumim...
Risos vindos da floresta mais distante
Alguém pediu uma benção para a velha preta
Outras velas desfilam no ranger da manhã
Vento que enrola o novelo de capim seco
Buriti tem gosto de lima da Pérsia
Outra sede que vem do centro da terra
Se a geleira for cair, nem descasque o pinhão,
O ar vai lamentar a brisa salgada!

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 28/03/2006
Código do texto: T129719
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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