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Sentado de frente para a janela fechada...

Sentado de frente para a janela fechada
Olho a total insignificância da solidão
Esta que me cerca, enquanto mal
Escrevo, mal pensando no que poderia
De ter deixado de fazer, fazendo
Sempre as mesmas coisas pensadas
Pensando em pensar no passado
Que passa deixando tantos vazios
Externos e contamina a minha
Vontade de ficar aqui sentado de frente
Para a janela fechada, fechando
Para o total embotamento da mente
Que mente quando deixa de lado
A inútil sensação da pressa
Sem ter pressa de viver com pressa
Perdendo tempo com inúteis decisões
Que vão ser contrariadas por quem toma
As decisões por si só, sem dar
Ouvidos à razão, como se nada tivesse sentido
E sentir a exata solidão de nada poder modificar
Pois o modo já está implantado,
Diabruras dos doze macacos que vão e voltam
Como doze apóstolos do caos, no caótico
Modo de repensar o impensável,
De amar sem saber se está sendo amado
E ter que ficar sempre na espera de alguma coisa
Não acontecer para você amar de novo
Como se você sempre estivesse disposto a tudo
Pois tudo é o que querem tirar de você
E de mim, como se mais nada tivéssemos
Que fazer, fazendo tudo de novo
Como se a janela fosse abrir a qualquer momento
Sem ter tempo para fazer o que temos para fazer
Limpando a sujeira deixada pelos outros
Que pouco se importam se temos tanto tempo assim
Se esquecendo que a janela pode nunca abrir
E que podemos ficar empurrando para amanhã
Aquilo que devíamos ter feito ontem com mais tempo
Ah! que falta está fazendo um cerveja
Outro cigarro na boca para chutar a bunda
Dos politicamente corretos,
Para pisar nos seus culhões travestidos de escárnio
É tudo tão fácil de se fazer
Não precisa complicar com tantas explicações
Basta falar não aos desmandos de plantão,
De mandá-los à merda de vez em quando
Aí, a janela se abre para entrar um pouco de Sol
E possamos então, amar um pouco mais
Sem ter que ficar explicando qualquer coisa
Dizem que incompetentes se explicam o tempo todo
E o que fazem os competentes?
Tanta merda como os outros,
Mas isso é outra história.

Peixão89
Santo André-SP-Brasil
Peixão
Enviado por Peixão em 25/04/2005
Código do texto: T13017
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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