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Poema 0260 - Despedida


 
Poderia, queria hoje não ser poeta
e nada sentir, nada ver, ser só futuro,
caminhei anos e não tenho como negar,
quem sabe esquecer, mas não quero,
tem um sentimento que insiste em voltar.
 
Hoje perdi meu pedaço mais bonito,
meu carinho mais doce,
nos perdemos pelas palavras, gestos,
estou triste, sim, estou muito,
não quero dizer mais nada, só sentir.
 
Talvez escreva e depois rasgue tudo,
tenho linhas finas dentro de mim,
são tatuagens que jamais se apagarão,
marcas que foram feitas uma a uma,
quando ainda fui querido como amante.
 
Não! Hoje não serei o poeta,
quero ser apenas um homem comum,
de um amor nada comum, um amor
assim que sempre desejei ser e fui,
nada de especial em amar, dizer que amo.
 
Hoje o poeta não vai escrever uma linha sequer,
o homem que vai desfilar sua tristeza,
depois - quem sabe - melhore; não estou doente...
É o vazio que abriu dentro do meu peito.
Não sei descrever, este homem não sabe, só amar.
 
06/05/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 25/04/2005
Código do texto: T13044
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas