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Arte!

Arte no sonhar!

Saudade que tem cor de aventura.

Nos recantos da memória,

Tantas histórias, fracassos, vitórias,

Tristes, se misturadas com dor...

Se o beijar, perde o sabor!

Se o desejo não consome o peito,

Volta o controle da alma.

Sei, não se  pode reviver a história,

Na íntegra dos fatos.

Os detalhes escapam, faltam.

E o contexto perde,

E a melodia sai sem som.

Carta marcada de mágoas,

Quando as lembranças, trazem saudades,

Inundando de tristeza o olhar,

Submergindo a vontade de prosseguir, continuar.

Tremula de ansiedade, contrita está minha alma é verdade...

Devoram-me os sonhos,palavras, imagens.

Reproduzindo em mim, sensações esquecidas.

Transformadas em lamentos.

Grito de uma alma, mergulhada na dor.

Grito, alto por dentro,

Porém, destinado a morrer na garganta.

E com isso a esperança, de ser ouvida e socorrida.

Na minha desesperança, no meu desamor!

As palavras, essas nascem soltas.

Sem pretensão de agradar,

Só falar!

Versos, de uma pretensa poeta,

Mais corretamente diria sem o equivoco da ação,

Escrevinhadora, de situações, amores, ilusão...

As lágrimas que teimam em rolar pela minha face,

Neste fim de tarde,

Tem por objetivo único, molhar.

Despretensiosamente formar,

Os contornos de meus sonhos,

Desenhar as imagens

Que brotam em meu peito,

Que transformo com coragem e grafite,

Sem medo de me expor.

E o que eu chamo de desabafo,

Os olhos alheios, bondosos à parte,

Chamam de arte!

Chorando e sorrindo,

Paradoxo divido pr um ténue véu,

Agradeço aos céus,

O dom de poder gritar no papel,

Com letras, formas e cor,

Todas as minhas agruras de amor!


 


Observadora
Enviado por Observadora em 29/03/2006
Reeditado em 29/04/2006
Código do texto: T130465
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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