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DEIXA A CHAVE DA ENTRADA

Que é que cê fez?
num entendi foi nada,
sair assim, num tufão,
e rir como se fosse nada?
Ficou doida? Pirou, abilolada?
Não enche o saco, estanho,
que de mim, tu não entendes nada.
Que houve com o cio, mulher,
a paixão tresloucada,
o amor de arder geleiras,
o sangue estourando nas veias,
aquela coisa adoidada/
Cala a boca, ô do espelho,
num tem coração mais nada,
eu não sou só isso,
tenho cérebro
e ele ganhou a parada.
To saindo, meu irmão,
que tu estás que é só má intenção
de estragar minha balada.
Vou dançar tudo de bom,
cair na vida, ganhar estrada,
que chorar na rampa, garoto,
é coisa que não me enquadra.
Cérebro quando é bom
bota o coração no bolso
e levanta qualquer roubada.
Em tempo:
vê se não esquece
e deixa a chave da entrada.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 29/03/2006
Código do texto: T130637

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai

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